12 de maio de 2017


Caros amis, hópius e hópias,

Assumimos o HOPI HARI porque acreditamos que é possível recuperar esse parque maravilhoso. Todos os que amamos esse lugar sabemos que há uma magia especial nele e que, de alguma maneira, nos transforma: nos torna crianças, nos desafia a superar medos e nos faz esquecer os problemas deixados lá fora.

As dificuldades eram conhecidas: dívidas, atrações paradas, pouco público, funcionários cansados de promessas não cumpridas e uma longa fila de problemas herdados de administrações passadas. Parecia uma missão impossível.

Até os bárbaros que sempre assolaram este lugar (e que ainda desejam ocupá-lo) estavam convencidos que não conseguiríamos.

Ainda assim, acreditamos no sonho. E uma nova gestão se iniciou em 5 de abril passado, com a saída do Luciano Corrêa da presidência.

Sabíamos que seria difícil convencer alguém a investir num parque em aquele estado. Mas, animados com o entusiasmo das pessoas perante uma nova gestão e com um projeto detalhado e um business-plan realista (bem pé no chão), conseguimos atrair o interesse de várias empresas e gestores de fundos nacionais e do exterior.

Nesta semana, fomos surpreendidos por uma onda de ataques na mídia que todos acompanharam. E não foi uma reportagem só. Foi um verdadeiro ataque orquestrado.

Inicialmente expuseram nossos problemas (como se fosse notícia! nós mesmos já tínhamos aberto ao mundo nossa situação) e pressagiaram o fim do HOPI HARI. Depois, requentaram informações antigas como se fossem fatos novos. E, por fim, uma última matéria retratou o parque como se já tivesse encerrado sua história. (Em tempo: todas essas matérias contêm erros e falsidades).

Fomos à mídia. Respondemos através da nossa assessoria de imprensa. Mas não fomos ouvidos.

Os quixotescos esforços de alguém sonhando com o impossível não são notícia num país onde a mídia aplaude os empreendimentos que não dão certo. Talvez se Steve Jobs, Walt Disney e Elon Musk tivessem nascido aqui, o mundo continuaria usando ábacos e carroças...

 Recebemos, sim, o apoio de milhares de pessoas que se manifestaram nas redes sociais do parque, prestando solidariedade e torcendo para que o HOPI HARI dê certo. Sites independentes como Guia da Diversão, Hopi Hari Mania, Veja Parques, Mundo Hopi Hari e muitos outros nos apoiaram e apontaram a sordidez dessas reportagens.

 Alguns grupos de fãs anônimos organizaram vaquinhas (por iniciativa própria e com as quais não temos relação) para arrecadar fundos para resgatar o parque. É de arrepiar.

Perante matérias de outros veículos, que listavam os motivos que levaram o parque a esta situação, lançamos a campanha #ForçaHopi e #8Momentos, pedindo às pessoas para publicarem 8 momentos em que o HOPI HARI marcou suas vidas. A resposta foi impressionante (https://www.facebook.com/HopiHari/posts/1322339297819198): romances que começaram no parque, o frio na barriga ao subir na Montezum, a emoção de encontrar os Looney Tunes, o barulho de avião do Katapul...

Esta gestão se caracteriza pela transparência. Então, não podemos esconder o impacto negativo que essa onda de ataques (organizados?) teve em nossas negociações com empresas e investidores. É necessária muita coragem para investir numa empresa que a mídia está "enterrando" viva, e cujo plano de recuperação judicial ainda não foi aprovado.

Entendemos perfeitamente as dúvidas dos investidores. O que não entendemos é a sanha e a crueldade que alguns meios demonstraram com relação ao HOPI HARI.

Não vamos desistir.

O HOPI HARI segue vivo. Estamos fazendo apenas uma pausa, para respirar, tomar fôlego e voltar à luta com mais força. Sabemos que os bárbaros continuarão atacando. Mas nós vamos continuar com nosso sonho vivo, o de fazer do HOPI HARI um grande palco para a alegria e a diversão.

Danki de tum-tum,

José Luiz Abdalla

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