21 de janeiro de 2012


Parques de diversões são lugares mágicos. Basta chegar para esquecer que existe outro mundo lá fora. Alí, entre todas as atrações, a gente se sente livre para fazer o que mais gosta: brincar. Tem coisa melhor? A Montanha-russa é sempre uma de nossas atrações preferidas porque corre em alta velocidade e dá aquele friozinho na barriga. Ah, e é também no parque que a gente pode chegar mais perto dos personagens dos nossos desenhos preferidos da TV (e tirar fotos com eles!).

Outra coisa boa é tomar sorvete e comer um lanchinho na hora do almoço. Quando o sol se esconde, a diversão não acaba: é hora de assistir aos shows noturnos. Mas, você já parou para pensar em como tudo isso funciona? Como a montanha-russa corre pelos trilhos centenas de vezes, e tudo dá certo? O 'Estadinho' visitou o Hopi Hari, e conta tudo pra você.

Montezum é a maior montanha-russa do Brasil. Feita de madeira, demorou um ano para ser construída. Tem 80 mil parafusos que seguram os trilhos de seus mais de 1.300 metros de comprimento. Mas você sabia que, mesmo com tantos parafusos, é preciso ficar de olho na montanha-russa todos os dias para garantir que ela continue segura? O Izael Ferreira, de 29 anos, percorre todos esses metros a pé, verificando cada trilho, martelando parafusos atento a qualquer barulinho fora do normal. 

O trabalho começa às 6 da manhã, e dura uma hora e meia. Ele não tem medo de altura. Afinal, chega a ficar a 54 metros do chão quando está no topo da descida. "É a parte mais difícil, mas estou acostumado, faço isso há um ano.", conta Izael. Se ele já desceu na Montezum, assim como a gente ? Tantas vezes que já perdeu a conta de quantas.


Já imaginou se o seu trabalho fosse se jogar de 53m, numa velocidade de 120 km/h, pendurado por cabos? Loucura não é? O Antônio Carlos, de 36 anos, calcula que já saltou no Hadikalí mais de 1000x. "No início eu senti medo, mas hoje já não tenho mais.", diz ele, que costuma a fazer isso logo cedo. Enquanto é içado, presta atenção em qualquer barulho que possar ser diferente e chacoalha o corpo para testar os cabos. Radical, não é?

Se você já foi a um parque de diversões, sabe que lá vai encontrar guloseimas que a gente não costuma comer em casa todos os dias, como pipocas, picolés e sanduíches. O Hopi Hari tem seis lanchonetes, que são abastecidas de lanches e refrigerantes às 9h da manhã. "Em dias muito quentes, a venda de bebidas e sorvetes aumenta", explica Gisele Tasso, gerente de alimentos e bebidas do parque. Mas não se preocupe, não vai faltar para ninguém. "Aí aumentamos o estoque", completa.

O trabalho de Alexandre de Souza permite que ele seja um monte de pessoas diferentes. Alexandre, de 35 anos, é ator. É ele quem encanta os visitantes encarnando personagens como o Afrônico, que fala usando a linguagem de sinais, e o Buge Balon, esse bebê engraçado da foto. A Rotina de Alexandre começa cedo, às 8h da manhã, quando chega ao Hopi Hari e começa a se arrumar. 

Depois de preparado, ele sai andar pelo parque, onde começa a ser cercado por crianças curiosas. Conversa, tira fotos. Mas não pode se esquecer de olhar o relógio de vez em quando, porque precisa de tempo para ensaiar seus shows. "É importante estar com o corpo e a voz preparados. Trabalhar em um parque de diversões é mágico e encantador!".

Escrito por: Natália Mazzoni
Extraído de: Jornal Estadão

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